Um vislumbre do novo normal

Viagem e trabalho em tempos de pandemia

Olá, fiéis e novos leitores do blog da Buus! Meu nome é Matheus Berriel e faço parte do time de Customer Service da Buus. Além de prestar suporte ao cliente pelos nossos canais de atendimento, sou um dos responsáveis por realizar a instalação de celulares para motoristas e dar o treinamento adequado para os usuários da nossa plataforma.

Há alguns meses uma instalação foi solicitada em um cliente localizado na Bahia. A solicitação ocorreu durante a atual pandemia do novo coronavírus, então, fizemos uma reunião (remotamente, é claro) com a equipe para decidirmos como prosseguir. Mesmo com a distância de quase 1.500 quilômetros — assim como eu, a maior parte da Buus está baseada no Rio de Janeiro — prontamente me voluntariei para realizar a missão e, então discutimos sobre os cuidados que deveriam ser tomados para evitar ao máximo um possível contágio durante a viagem: Utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (máscaras, luvas e óculos de proteção), realizar o distanciamento social todo o tempo, carregar álcool em gel na mochila a cada deslocamento e lavar bem as mãos sempre que possível.

Com todas as preparações feitas, parti no dia 15 de Abril de 2020 do Aeroporto Santos Dumont. O curioso desta situação é que eu, com meus 23 anos, nunca tinha entrado em um avião… e fui fazê-lo logo durante uma pandemia! Chegando no aeroporto, já pude notar que as coisas estavam diferentes: todas as lojas estavam fechadas e as poucas pessoas que avistava, evitavam qualquer interação ou proximidade. Fiz o meu check-in e embarquei sem problemas. Após quase duas horas de voo, numa viagem que pode ser considerada curta para quem fica no engarrafamento da ponte Rio-Niterói praticamente todos os dias, finalmente cheguei à Salvador.

 Peguei a minha bagagem e ao me dirigir para a área de desembarque, me deparei com dois soldados das Forças Armadas que além do fuzil, carregavam um termômetro infravermelho, daqueles modelos que mais se parecem uma pistola! Os soldados estavam verificando a temperatura de todos os passageiros e quando chegou a minha vez, apontaram a arma pra mim e descobriram que… Estava tudo OK! Saindo do aeroporto, decidi pegar um táxi para o hotel — todos os taxistas na entrada estavam usando máscaras, e especificamente no táxi que embarquei, havia álcool em gel disponível para higienizar minhas mãos. Durante o trajeto Aeroporto > Hotel, pude notar uma cidade vazia, com estabelecimentos e pontos turísticos fechados.

No dia seguinte, fui até a empresa parceira para realizar o treinamento dos motoristas. Normalmente os treinamentos são realizados em auditórios lotados com 20 a 50 motoristas de uma só vez, mas desta vez o treinamento foi realizado dentro de um ônibus com apenas quatro motoristas: todos mantendo a devida distância e utilizando máscaras de proteção. Particularmente, fazer um treinamento sem poder usar das expressões faciais — tanto para passar a mensagem quanto para detectar o nível de atenção e entendimento de quem está sendo treinado — foi um grande desafio. Eu não conseguia mais dizer se os motoristas estavam atentos ao treinamento ou não.

Antes da pandemia, os grupos de treinamento eram muito maiores!

Essas diferenças e dificuldades também se refletiram no processo de instalação dos equipamentos: Eu, sozinho, preparei cerca de 29 veículos, que é um trabalho que costumamos fazer em grupos de no mínimo 3 pessoas. Durante esse processo— dentro de um ônibus abafado, desligado e debaixo de um sol escaldante — cometi o lapso de retirar a máscara por alguns instantes para respirar melhor. O momento foi registrado em fotos que foram enviadas para grupos dos gestores. Quase que imediatamente, uma das gestoras do projeto nos exortou a prosseguir apenas se seguíssemos rigorosamente as medidas de segurança, garantindo a segurança de todos.

Quando olhei para o relógio e lembrei da quantidade de coisas por fazer, tive uma ótima surpresa. A Buus tinha me enviado ajuda! Um dos nossos companheiros de equipe lotado na Bahia acabara de chegar para me auxiliar! E assim, realizamos uma série de apresentações mantendo o distanciamento social, vestindo os EPI’s e máxima cautela. Eu e meus companheiros realizamos 20 sessões de treinamento. Todas com o mesmo vigor, paciência e humildade. Assim, concluímos o processo de instalação de equipamentos e treinamento dos colaboradores.

As maiores lições que aprendi nessa experiência (e que levo comigo para todos os treinamentos futuros — com ou sem pandemia) foram que devemos estar sempre preparados e vigilantes para não chegarmos a uma situação difícil onde um pequeno descuido pode gerar grande repercussão e colocar pessoas em risco, principalmente na nossa situação atual.

No segundo e último dia retornei a empresa para me despedir, notei que mesmo estando lá por curto espaço de tempo, um vínculo foi criado entre a Buus e a empresa parceira. Havia uma sensação de zelo comum, como se todos estivessem igualmente empenhados em ajudar uns aos outros.

Esse relato foi um vislumbre do que pode ser o novo normal para os tempos de pandemia: Pessoas e empresas voltando ao trabalho e tomando todos os cuidados para garantir um retorno seguro, eficaz e responsável para todos.

Se você, gestor ou encarregado pelos transportes, não sabe por onde começar, como se adaptar aos novos tempos e retornar suas operações ou garantindo mais segurança, entre em contato com a Buus!

Matheus Berriel

Autor: Matheus Berriel

Customer Service of Buus

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