Quais as atividades do gestor de mobilidade?

O que este “profissional do futuro” precisa fazer para garantir o sucesso da operação de transporte

Lista de Atividades

“O Gestor de Mobilidade é o responsável por planejar e acompanhar a operação de transporte.”

A descrição é simples e curta, mas as atividades que devem ser feitas pelo gestor não são. Ao longo dos anos de experiência, identificamos as atividades-chave da área e iremos descrevê-las neste post.

Ações antes da viagem

1. Levantamento de Demanda

  1. Cadastros
    • Criar usuários de Motoristas
    • Criar usuários de Passageiros
    • Inclusão, importação, alteração, manutenção e exclusão de viagens. 
  2. Levantamento: dada a necessidade de viagens (quem precisa de transporte?), essa atividade permite a resposta para as questões abaixo:
    • Quem precisa viajar e a que horas?
    • O colaborador já está programado e informado?
    • O passageiro já possui bilhete / passe de acesso? 
    • Ainda há mudanças de última hora por fazer?

2. Roteirização

Através da interação entre os dados de endereço dos passageiros e os locais de destino dos mesmos, precisa-se criar uma rota otimizada para o serviço. Além disso a nova roteirização precisa responder as questões dispostas abaixo:

  1. O novo cenário cabe no seu bolso? 
  2. O Custo e Níveis de serviço estão dentro do seu orçamento e dos seus padrões de qualidade?

3. Alinhamento com Operador e Passageiros

  1. Todos os motoristas estão cientes e os veículos estão à disposição? 
  2. Eles sabem qual é a rota e quem buscar? Eles têm observações sobre a rota?
  3. Vão seguir as medidas de segurança e biossegurança a fim de evitar o contágio da COVID-19 dentro dos veículos?
  4. Os passageiros estão cientes da rota, da parada onde irão embarcar e do horário de chegada do veículo?
Ações durante a viagem

4. Controle Operacional

Tudo anda conforme planejado e todos envolvidos estão informados?

  1. Como está o andamento e execução pelos motoristas das viagens planejadas? Eles estão cumprindo todas as paradas? Passando no itinerário combinado? Eles estão atendendo de forma pontual? 
  2. Todos os passageiros programados de fato conseguiram embarcar?
  3. Posso saber se o pessoal do Turno 2 que vai render o pessoal do Turno 1 de fato já embarcou e vai chegar no horário programado ou preciso segurar o pessoal do Turno 1 – e pagar hora extra?
  4. É possível enxergar facilmente como está a operação? E se algo estiver fora do normal, é possível detectar pelo sistema?
Informações disponíveis depois da viagem

5. Relatórios, Rateio de Custos, Auditoria e Accountability

  1. Posso verificar o que aconteceu com viagens já realizadas?
  2. Consigo verificar a relação entre quilometragem planejada versus quilometragem realizada/rodada? É possível verificar se cada real que foi gasto está justificado?
  3. Houve casos de passageiros convidados (não autorizados ou caronas) na utilização dos serviços?
  4. Consigo ratear os custos de transporte para os departamentos/clientes baseados no uso do serviço pelos colaboradores?
  5. No caso de uma empresa de auditoria (por exemplo a EY/ Deloitte/KPMG/PwC) precisar de informações sobre o uso dos serviços, é possível extraí-las do sistema com detalhes?

6. KPI (Indicador-chave de Desempenho) e Análises

Com as informações geradas pelo uso do sistema é possível responder às questões abaixo: 

  1. A operação está sob controle?
  2. As metas de desempenho das viagens realizadas estão sendo batidas? Por exemplo:
    1. A realização das viagens está de acordo com o programado?
    2. O cumprimento das paradas está de acordo com o programado – ou seja, o motorista está seguindo o itinerário? – ou posso/devo revisar algumas rotas?
    3. A pontualidade no início da viagem está ok? (ou seja, o motorista está saindo de forma pontual?) E a pontualidade na chegada na empresa? Os colaboradores estão sempre chegando no horário planejado?
    4. Como está a ocupação?
  3. Como estão as avaliações das viagens e dos motoristas?

7. Otimização e Melhorias: 

É possível criar um cenário onde posso alcançar novos objetivos? Por exemplo: 

  1. Posso reduzir os custos ou aumentar o nível do serviço? Qual é o impacto de um no outro?
  2. Em termos de qualidade, o que acontece quando eu mudo o cenário de porta a porta para um acesso de caminhada de até 800 metros até a parada? 
  3. Onde mais a operação pode/deve melhorar?

E como combinar isso tudo com os Russos?

Além das atividades já descritas, o profissional precisa alinhar esses processos com o resto da equipe; o que pode ser tarefa muito complicada se considerarmos grandes indústrias, empresas ou emissoras de televisão que possuem peculiaridades como:

  • Diversos Departamentos ou Produções
  • Os passageiros são os colaboradores
  • Os operadores são empresas que prestam o serviço de transportes – e existem várias delas
  • Cada operador possui uma equipe de motoristas diferente

No gráfico abaixo, é possível ter uma noção da complexidade de se organizar o transporte 

O Gestor de Mobilidade precisa se comunicar com todos os outros interessados no processo em momentos específicos e essas pessoas também se comunicam entre si, e cada um – de sua própria perspectiva – tem razão. No transporte, todos tem uma opinião e geralmente os elos considerados mais fracos (no caso, os motoristas) são os maiores afetados.

Estes passos geralmente são feitos com papéis e planilhas, ou no boca-a-boca e com muita garra. Mas existe um limite na capacidade de organizar as demandas dessa forma quando elas estão mais dinâmicas – e por isso empresas estão cada vez mais investindo em tecnologia para o apoio da Mobilidade.

A tecnologia é apenas uma parte da solução porque a sua implementação requer a mudança de comportamento das pessoas. E é aí que o Gestor de Mobilidade brilha: Ele coordena a transformação digital da empresa – realizando o planejamento e garantindo o controle desse processo.

O que é Gestão de Mobilidade

E como a falta dela impacta negativamente o seu negócio.

Parece simples… mas como organizar o transporte dos colaboradores?

“Eu tenho 5 mil funcionários. Quantos ônibus eu preciso contratar para levá-los até o trabalho? E em quantos quilômetros rodados?”

Esse é um problema grande: Utilizando apenas 5 ônibus a mais que o minimamente necessário, você já tem um gasto milionário ao ano! E a pessoa responsável por fazer esse planejamento – geralmente alguém do RH – não sabe fazê-lo, não tem a qualificação ideal para fazê-lo e não quer fazê-lo.

Por mais que seja feito um planejamento inicial ótimo, ao longo do tempo (e levando em conta a rotatividade na empresa) ele vai sendo degradado – e a empresa começa a gastar mais do que precisa.

A pandemia deixou o transporte ainda mais complexo

Como se organizar o transporte de colaboradores já não fosse tarefa suficientemente difícil, veio a pandemia de coronavírus – e com ela a redução de embarques no veículo por questões de biossegurança. Como garantir que os profissionais cheguem com segurança e tranquilidade até o trabalho e depois às suas respectivas residências sem que a empresa gaste mais do que o necessário?

Desde 2015 nós, da Buus, fazemos o acompanhamento da organização do transporte por fretamento através de soluções tecnológicas, além de promover a transformação digital das mesmas. Durante esse tempo de pandemia vimos que a organização do transporte, que se dava por processos de planejamento estáticos e monitoramento de operações padrão, virou um processo mais dinâmico com atualizações semanais, diárias e até em tempo real.

Com o avanço do formato de trabalho híbrido (em que parte dos colaboradores trabalha alguns dias de casa e outros no escritório) somado aos cuidados para evitar a contaminação por COVID-19, a demanda de transporte muda a cada dia e cada hora. Por exemplo: caso um passageiro teste positivo para covid no dia, as rotas dos próximos dias precisam ser reajustadas e também é necessária uma verificação das rotas dos dias anteriores para rastrear possíveis contágios. Tudo isso sem esquecer os gastos da empresa, que já devem estar perto do dobro devido a redução de capacidade dos veículos.

Para que o transporte melhore, é preciso gerir a Mobilidade e o Acesso

A soma desses fatores levam ao aumento da carga de trabalho na organização e planejamento do transporte, que por vezes podia ser resolvido com poucas reuniões e em apenas 1 dia por mês. 

Além disso, a essência do trabalho também mudou: anteriormente, apenas era necessária a disponibilização do transporte. Agora é preciso organizar a mobilidade – oferecer outros meios de transporte e planejar alterações de turnos com home-office, assim garantindo o acesso aos meios de produção e aos colegas de trabalho para gerar valor à empresa.

Separadamente as tarefas parecem simples, mas como são tarefas interdependentes, dinâmicas e que interagem entre si, elas são de fato complexas. Por isso surge a necessidade de reunir todas essas funções – de definição de objetivos, organização, planejamento, acompanhamento, comunicação e realinhamento do transporte – e dedicá-las a um profissional capacitado para resolvê-las: o Gestor de Mobilidade!

Meu fretamento é bom? O segredo para a avaliação

Guia para a avaliação de qualidade de um serviço e dicas de como melhorá-lo.

Medidas de biossegurança. clientes mais exigentes, concorrentes com serviços muito similares… o mercado de serviços do transporte fretado está sendo pressionado. É mais importante do que nunca mostrar aos seus clientes os pontos positivos do serviço que lhes é fornecido. Mas como se diferenciar dos concorrentes? Como mostrar ao seu cliente que vale a pena pagar a diferença de preço pelo seu serviço?

Neste artigo, você vai entender como se pode medir o valor de um serviço, aprender o conceito de Hora da Verdade e suas aplicações, pensar sobre outros stakeholders e ver um exemplo prático de como mostrar o valor do seu serviço.

Serviço tem valor?

Ao contrário de um produto (que tem apelo visual e aspectos que são visíveis e palpáveis), mostrar o valor de um serviço é uma tarefa complicada. A relação entre custo e benefício é o fator mais atrativo para as pessoas quando elas precisam escolher entre qual hotel vai ficar ou com qual companhia aérea vai realizar o seu voo. Para conseguir mostrar o valor do seu serviço, é importante pensar nessas questões:

  • O que faz um cliente gostar ou não do serviço?
  • O que uma empresa que fornece serviços pode fazer para aumentar as chances do cliente gostar do serviço?

A Hora da Verdade

Conceito introduzido por Jan Carlzon, CEO de uma companhia aérea há cerca de 40 anos atrás, A Hora da Verdade é qualquer interação entre o cliente com um determinado serviço. Nesse momento, o cliente forma uma impressão sobre sua marca e seu serviço. É o momento em que o cliente interage com um vendedor, atendente ou profissional de linha de frente, por exemplo. A impressão que é formada, seja ela positiva ou negativa, tende a durar e esses momentos podem alavancar ou destruir a relação dos clientes com a empresa.

Mapear os momentos existentes

Para entender o que é um bom atendimento, comece mapeando todos os momentos em que ocorre uma interação entre cliente e serviço. As interações também podem ser negativas. Um atraso numa viagem, um motorista antipático ou um assento sujo também conta. Não é possível criar um serviço sem lapsos, mas a forma que se lida com eles gera impacto no cliente.

Você deve moldar o serviço de forma que, na Hora da Verdade, a impressão seja positiva!

Criar momentos adicionais

Outra abordagem para a aplicação desse conceito é criar mais momentos de interação para gerar boas impressões no cliente.

Por exemplo: Você sabe porque, no final de um voo, a equipe do avião fica na porta e lhe agradece por voar com eles? 

Assim como o momento que o passageiro faz o check-in, verifica sua bagagem, anda até o portão de embarque e já dentro do avião, recebe um sorriso da comissária de bordo, esse momento é uma Hora da Verdade, criada para aumentar a percepção de qualidade do serviço para os passageiros.

Então para se destacar, é importante que além de garantir que as impressões sejam positivas nesses momentos, sejam criados novos momentos para causar mais impressões.

Agora, você tem informação o suficiente para responder a essas questões: O que é uma Hora da Verdade no transporte fretado? O que causa bem ou mal estar para os passageiros? É possível criar mais pontos de interação e melhorar os já existentes?

O cliente não é tudo

Apesar do cliente ser a peça chave do serviço, existem outras pessoas que podem ser contempladas nesse conceito. No caso do fretamento, os stakeholders também são as pessoas com quem você interage na empresa contratante. Geralmente, eles gerenciam o transporte.

Pense:

  • Quais são os momentos de interação que você possui com eles, e quais podem ser suas expectativas?
  • Você consegue criar mais momentos com esses stakeholders?

Muitas das vezes os prestadores de serviços não enxergam novas oportunidades para interação além das existentes. Que tal um encontro presencial para fornecer atualizações sobre as viagens? Nesse momento, é possível mostrar informações relevantes como relatórios de duração média de viagens ou atrasos. Sendo proativo, você cria um serviço melhor!

Na prática

Vamos olhar um exemplo no transporte público. Uma empresa de ônibus no Rio de Janeiro voltou com os serviços durante a alta na pandemia da COVID-19. Os passageiros estavam desconfiados e confusos com a forma como se transmite o vírus. Eles serão infectados se andarem no transporte público?

A empresa montou um esquema de higienização para todos os seus veículos após o final de cada viagem, o que é uma ótima iniciativa e que ajuda os passageiros a se sentirem mais seguros ao viajar. Mas a limpeza ocorria na parada final, no tempo entre o desembarque do último passageiro e o embarque do primeiro da próxima viagem. Então mesmo que a empresa estivesse fazendo a coisa certa, os seus passageiros simplesmente não tinham a chance de ver ou saber que o ônibus era higienizado.

O que faltou nessa empresa foi justamente criar essa hora da verdade – e isso pode ser feito de, no mínimo, duas formas: realizar a limpeza no mesmo ponto onde os passageiros embarcam, e/ou comunicar aos passageiros que o ônibus foi limpo e desinfetado. Alguns hotéis já fazem isso colocando algum tipo de sinal para informar que uma limpeza ocorreu no local. 

Se você deseja crescer na área de serviços, pense nesse conceito de “hora da verdade” – e aumente os pontos de interação do seu serviço com o cliente para criar impressões boas e duradouras do seu serviço!

Você conhece um outro exemplo de como melhorar a percepção dos serviços pelo cliente? Comente aqui!

Os 8 relatórios mais importantes para o transporte fretado em 2021

Dicas de interpretações de informação para aumentar a eficiência do transporte fretado.

Relatórios são o tempero da vida! Eles ajudam a transformar dados brutos em informações significativas para a tomada de decisões dos gerentes. Segunda surpresa: muitos gestores de mobilidade não os conhecem. Isso explica porque muitos sistemas de rastreamento não fornecem essa inteligência.

Neste artigo, vamos apresentar os relatórios básicos (mas muito importantes) que um profissional de RH ou responsável pelo transporte precisa conhecer. Alguns desses relatórios são quantitativos, e outros, qualitativos. Os dados quantitativos podem ser calculados em médias ou outras estatísticas – os dados qualitativos requerem interpretação, e nós daremos dicas de como se interpretar essas informações!

A seguir, você encontrará os seguintes tópicos:

Relatório de Quantidade de Viagens 

Para entender o desempenho global durante um período, o gestor precisa saber o número de viagens por unidade operacional e/ou por linha. Neste relatório é importante que se contenha tanto o número de viagens programadas como de viagens realizadas. Assim o gestor pode fazer um acompanhamento atento das operações.

Relatórios Qualitativos de Viagens

Existem relatórios para entender a qualidade das viagens produzidas. Dentro desta ótica de qualidade, encontramos:

  • Cumprimento do itinerário
  • Avaliação do motorista
  • Pontualidade das viagens

Cumprimento do Itinerário

O relatório de cumprimento do itinerário compara os horários de viagens programadas com os horários realizados de fato. Um itinerário específico pode não ter sido seguido por motivos de desvio de rota, por exemplo, ou devido a algum comportamento específico por parte do Motorista. A análise dessas informações vai te ajudar a determinar qual é o problema.

Segundo Felippe da Cás, MBA em Gestão de Transporte pela COPPE/UFRJ e antigo Gerente de Projetos na Buus, a importância dessas informações tem a ver com a comunicação e segurança de toda a operação do transporte:

Para a empresa o descomprimento gera ruído: porque ela quer que a operação de transporte seja feita de acordo com o planejado. Se o motorista não cumprir o itinerário, ele pode gerar um risco para os passageiros e para toda a operação… e isso não é bem visto pelo gestor de mobilidade.

Avaliação de Motorista

Sistemas profissionais de gestão de transportes permitem que os passageiros façam avaliações do motorista da sua última viagem. Essas avaliações são muito valiosas e estimadas para gerentes de transporte que sabem utilizá-las.

Na maioria dos casos os motoristas de transporte fretado são excelentes profissionais, que realizam seu trabalho com extremo cuidado aos passageiros. Em empresas maiores, é mais comum se encontrarem algumas exceções (principalmente entre novos contratados), e este relatório ajuda a identificar rapidamente motoristas que podem precisar de um novo treinamento ou outros auxílios.

Surpreendentemente, um outro uso deste relatório parte de um ponto de vista contrário ao senso comum: Uma avaliação negativa de um motorista por vezes pode ser um reflexo do estado mental do funcionário que fez a avaliação ao invés da performance do motorista.

Avaliações negativas frequentes podem ser também um sinal de outros problemas, como por exemplo: local de parada ruim para o passageiro ou rotas extremamente longas. Este relatório é importante para se aprofundar nas questões de percepção de qualidade do transporte para os passageiros insatisfeitos.

Em alguns casos, uma ligação para estes funcionários pode ajudar a identificar o problema e prevenir problemas futuros.

Pontualidade da Viagem 

Ainda sobre a ótica qualitativa de viagens, temos o relatório de pontualidade de viagem – e seu entendimento pode ser dividido em duas partes:

  1. Pontualidade Geral – Que diz respeito aos horários que foram programados na saída e na chegada do veículo no ponto final;
  2. Relação entre Pontualidade Estimada x Executada – O veículo pode ter sido pontual no geral, mas pode ter não cumprido corretamente os horários nas paradas. Isso compromete a percepção de qualidade do serviço para os passageiros.

Identificando o Uso Indevido com Relatórios

A utilização indevida dos transportes é um problema recorrente para o gestor, especialmente para unidades maiores. Realizar a verificação dos embarques é um processo difícil e demorado sem um sistema avançado para controle de acesso e análise posterior. Para se identificar a má utilização do passageiro, usamos duas variantes:

  1. Uso indevido – É o caso quando o passageiro embarca em uma rota ou veículo errado. Mais para frente, pode causar problemas com a entrada de mais passageiros.

    Na volta, o uso indevido geralmente acontece quando funcionários vão para um centro comercial ou faculdade em vez de ir para casa. Isso faz com que as viagens planejadas percam o seu valor original, e a desorganização gera estresse para passageiros e motoristas: Quem, dentro do ônibus, não deveria estar lá?
  2. Não-uso – É a variante mais importante: a empresa contrata um serviço que tem custo alto e o funcionário elenca-se para o uso. Quando esse uso não ocorre, gera-se um custo desnecessário para a operação.

A importância das informações neste relatório é auxiliar na tomada de decisão do gestor de transporte. Agora, ele tem informações para contemplar e decidir sobre reduções de oferta de viagens ou oferecer assentos para outros passageiros, por exemplo.

Relatório de Aderência a Reserva de Assentos

Os sistemas de transporte mais avançados permitem que se reserve o assento antes da viagem. Com esta funcionalidade, o funcionário expressa o desejo de viajar num certo dia e isso gera o entendimento prévio da demanda – que é algo especialmente importante nos tempos de pandemia.

Este relatório avalia o grau de aderência dos passageiros que utilizam o sistema corretamente, e com isso, registram o seu acesso no sistema de transporte. Essa informação se encontra através da avaliação da relação entre os embarques de passageiros identificados e passageiros “convidados” (que não são reconhecidos pelo sistema, mas possuem seu embarque aprovado pelo condutor).

Em termos mais simples: Num período de uma semana, caso o funcionário faça a reserva de assento – indicando que utilizaria o transporte – mas não o utilizou e nem informou sobre sua demanda, ele perde a possibilidade de usar o assento.

Relatório de Perfil dos Passageiros

Com centenas de trabalhadores, é virtualmente impossível que os profissionais de RH saibam quem é quem, onde cada um trabalha ou quem de fato está utilizando o transporte. Para entender essas informações, este é o relatório ideal. Existem algumas categorias para a frequência de uso por passageiros.

  • Frequência Alta: 30 ou mais viagens por mês;
  • Frequência Média: de 4 até 29 por mês;
  • Frequência Baixa: até 3 viagens por mês;
  • Não utilizou: passageiro cadastrado na Unidade Operacional que não utilizou o sistema.

Como essas informações e categorias funcionam na prática? Um exemplo de interpretação de nosso Gerente de Projetos: “O que quer dizer quando um passageiro faz, por exemplo, apenas 22 viagens por mês? Quer dizer que, provavelmente, na outra metade do tempo eles viajam de carro.”

Relatório de KMs percorridos

Apesar de ser um dos mais comuns, este relatório é importante para qualquer organização, independente do seu tamanho – o relatório de quilometragem das viagens. O relatório, que pode ser organizado por unidade e por linha, conta a quantidade de quilômetros percorridos. Sua aplicação mais difundida é verificar o custo com transporte repassado pela operadora.

Métodos de controle de acesso em 2020 – Qual é o melhor para minha empresa?

Conheça os métodos de controle de acesso existentes e qual se encaixa na sua empresa!

Porque há a necessidade de se controlar o acesso a um serviço de transporte? As justificativas possuem no mínimo dois grandes vieses:

  • Econômico – porque não é viável contratar um cobrador ou condutor para cada motorista;
  • Segurança – solicitar que um motorista faça esse controle em conjunto com o trabalho de direção pode colocar os passageiros em risco. Passar essa função para um passageiro é um processo que, além de diminuir a percepção de qualidade do serviço, é demorado e suscetível a erros.

Com tantas tecnologias disponíveis é preciso levar em conta as particularidades da sua empresa para fazer uma escolha coerente: Sua empresa é pequena, média ou grande? Qual é a área de atuação? Como funciona o seu serviço de transporte atualmente? 

Baseado em experiências com clientes pelo Brasil afora, a alternativa recomendada pelos especialistas da Buus é: Na maioria dos casos, utilizar o QR Code! Além da segurança, ele oferece o menor custo de instalação e manutenção de todos os métodos – além do seu tempo de implementação muito menor, pois hoje em dia a maioria dos aparelhos celulares vem com um leitor de QR Code embutido.

Neste artigo, você aprenderá como funciona o controle de acesso (também conhecido como controle de embarque), quais os métodos de controle de acesso existentes no mercado e qual deles se encaixa melhor no perfil da sua empresa!

Como funciona o controle de acesso?

A base dos sistemas de controle de embarque é similar: um dispositivo móvel – que pode ser tanto um equipamento dedicado a essa função quanto um smartphone, tablet ou notebook comum – é posicionado em algum lugar na entrada do veículo.

Quando um passageiro tenta realizar o seu embarque, esse dispositivo é usado para identificar o passageiro. Se o passageiro está cadastrado na base de dados e lhe é permitido usar o transporte, seu acesso é confirmado – caso contrário, seu acesso é negado.

A tecnologia empregada para realizar a identificação desses passageiros é o fator determinante para o custo de operação e implementação. As tecnologias de identificação mais difundidas no mercado são:

  1. Etiquetas RFID
  2. Biometria
  3. Códigos de Barra e QR Code

RFID

O pagamento por aproximação é a aplicação mais recente da tecnologia de RFID.

A tecnologia de identificação por radiofrequência é a mais usada entre as indústrias, mas existe uma variedade de tecnologias, etiquetas e leitores para RFID – cada uma adequada para diferentes tipos de aplicações.

Os sistemas de RFID funcionam basicamente com três componentes: uma etiqueta, um leitor e uma antena. As etiquetas contém um circuito integrado e uma antena, que transmitem as informações para o leitor.

A etiqueta também é protegida por um material que mantém a integridade das peças e as protege de diversas condições ambientais – o que determina o material usado geralmente é a finalidade do uso. Por exemplo: Os crachás (que são comuns em médias e grandes empresas) possuem a etiqueta entre as camadas de plástico.

As etiquetas são classificadas pelo alcance da frequência que usam para se comunicar e a maneira que se comunicam com o leitor (que pode ser ativa ou passiva). Etiquetas passivas são as usadas mais frequentemente, pois são menores e sua implementação é menos custosa. As etiquetas passivas precisam ser “carregadas” pelo leitor de RFID antes de transmitirem os dados. Etiquetas ativas possuem uma fonte de energia (uma bateria, por exemplo), que as permitem transmitir os dados a todo o momento. 

As etiquetas também são agrupadas em categorias baseadas no alcance das frequências – e quanto menor a frequência, menor o alcance e a taxa de leitura de dados:

  • Frequência baixa
  • Frequência alta
  • Frequência ultra-alta

Frequência baixa

Sistemas de baixa frequência operam entre 30~300 KHz e possuem alcance de até 10 cm. 

Enquanto eles possuem alcance e taxa de leitura mais lentos que as outras tecnologias, eles são mais eficientes quando em presença de metais ou líquidos (que podem interferir com outros tipos de transmissões RFID). Esses sistemas são usados em controle de embarque, comércio de gado e outras aplicações em que o alcance baixo de leitura é aceitável.

Frequência alta

Sistemas de alta frequência operam entre 3~30 MHz e possuem alcance entre 10 cm e 1 m. Aplicações comuns são: bilhetagem eletrônica, pagamentos e transferência de dados.

Frequência ultra-alta

Sistemas de frequência ultra-alta oferecem alcances de até 12 m, além de taxas de transferência melhores. Eles são mais sensíveis à interferência de metais, líquidos e sinais eletromagnéticos. As etiquetas desta frequência tem a produção muito mais barata, e por isso são utilizadas em rastreamentos de varejo, confecção farmacêutica e em outras aplicações que requerem grandes quantidades de etiquetas.

Custos com RFID

O custo da implementação do sistema vai depender do tipo que você escolher. Existem custos com equipamentos (como os leitores), a instalação, etiquetas, softwares e integrações. Empresas costumam pagar taxas de licenciamento para manutenção dos sistemas.

Biometria

Facial recognition
O reconhecimento facial já funciona em alguns países e, apesar das controvérsias, é tendência no mundo.

Antes matéria de ficção científica, a biometria é usada cada dia mais pelos empreendimentos para garantir segurança de acesso. Um sistema de acesso biométrico faz uma varredura de dados biológicos de seres humanos, portanto, é um dos métodos de autenticação mais seguros. Os processos biométricos mais difundidos são os de reconhecimento facial, impressão digital, varredura de íris e reconhecimento de voz.

Companhias aéreas já utilizam a tecnologia de reconhecimento facial no embarque, e novos testes com a tecnologia são feitos diariamente. A biometria não está limitada aos embarques aéreos. O Governo da Índia, por exemplo, lançou um programa para criar um número biometricamente identificável para cada cidadão, baseado em reconhecimento de íris e históricos de impressões digitais.

Cada método de identificação biométrica tem suas características e o próprio sistema tem algumas limitações como por exemplo condições de iluminação baixa ou a utilização em menores de idade. Com os avanços tecnológicos na captura de imagens, os sensores não precisam mais de câmeras e lentes dedicadas e robustas, portanto, o reconhecimento de íris poderá ser a moda do futuro.

Segurança demais?

A probabilidade de falsificação de entradas utilizando o sistema biométrico é praticamente nula: Ele detecta os que não possuem permissão dentre milhões. Apesar disso ser fantástico, este nível de segurança geralmente não é necessário para sua operação de transporte – além do método pesar bastante no bolso.

Assim como todos os sistemas, ele possui um custo de instalação e manutenção/reparo e você provavelmente pagará um custo alto para obter um nível de segurança desnecessário.

Além do custo, existe também o tempo para implementação: Diferente de vôos internacionais – onde utilizam os dados biométricos armazenados pelo governo quando você tirou o seu passaporte – em uma fábrica ou empresa será necessária uma fase de configuração: para se coletar e armazenar os dados de todos os funcionários antes da implementação.

QR Code e Código de Barras

Todo mundo conhece o código de barras: um código preto e branco de linhas paralelas que aparecem em todos os produtos dos supermercados. Mas os QR Codes estão a cada dia se tornando mais e mais conhecidos e utilizados!

Ambas as tecnologias armazenam informação sobre um item ou produto em um formato que pode ser lido facilmente por leitores, ou, hoje em dia, aparelhos celulares com apps para leituras destas informações.

Código de Barras

O código de barras é nada mais que uma série de linhas (ou barras) e espaços unidimensionais – variando em tamanho, espessura e entre as cores preto e branco. As aplicações mais conhecidas são como meio de pagamentos (boleto) e registro de compras no supermercado.

QR Code

Cada vez mais comum nos estabelecimentos, o QR Code é uma tecnologia rápida e acessível.

O QR Code – Quick Response Code, ou Código de Resposta Rápida – foi criado na indústria automotiva japonesa e é um código de barras bidimensional. O termo “QR Code” na verdade é uma marca registrada de um tipo específico dessa tecnologia, mas o uso do termo foi tão difundido que acabou se tornando de fato o nome da tecnologia!

Você os encontra em caixas de cereal, pôsteres, comerciais, exibições de museu (para entregar informações mais detalhadas sobres as peças em exposição) e até em cartões de visita.

Os dois são a mesma coisa?

Tanto o QR Code quanto o código de barras são etiquetas que armazenam informações sobre um item ou produto.

Diferente do código de barras padrão, o QR Code pode armazenar informações em duas direções – horizontal e vertical. Essa diferença cria um grande salto na quantidade de informações que o QR Code guarda (1.520 a 2.509 caracteres) em comparação com o código de barras (20 a 25 caracteres). Isso quer dizer que o QR Code pode conter variados tipos de informações, como por exemplo:

  • Endereços de E-mail
  • Nomes Completos
  • Detalhes de um produto
  • URLs de Páginas da Internet
  • Datas (como em um compromisso de agenda)
  • Mensagens SMS
  • Geolocalização
  • Texto simples

Outra vantagem do QR Code é que os seus leitores podem ser utilizados em qualquer direção, facilitando e ampliando as possibilidades de leitura.

Custo e Segurança do QR

Escaneamentos com QR Codes são rápidos e podem ser feitos com dispositivos dedicados e baratos como um celular – o que dá ao operador de ônibus uma solução de custo baixo para realizar um controle de embarque.

Outro benefício importante é que o tempo e custo de implantação podem ser quase zerados! Caso seus passageiros utilizem um app, por exemplo, para receber as informações do transporte (incluindo informações de rotas e horários) o app pode gerar um QR Code pessoal para cada passageiro – que precisa realizar um login no app para acessá-lo.

Então, o passageiro utiliza o seu app para mostrar o QR code que o permite embarcar no veículo – gerando economia com a distribuição digital dos códigos pelo app e evitando problemas com cartões físicos que precisam ser reimpressos quando perdidos ou danificados!

Qual método de controle de acesso é o melhor pra mim?

Você tem duas opções: Utilize QR Codes ou RFID como base para o controle de embarque, mas dê preferência ao QR Code!

O uso do QR code é seguro e os seus leitores são baratos ou até gratuitos (se considerar a utilização de um celular como leitor), mas o benefício mais importante para os operadores ou empresas que querem começar com o controle de embarque em seus transportes é que o custo de instalação e manutenção é o menor possível!

O uso de etiquetas RFID fica em segundo lugar. Este método deve ser considerado apenas se sua empresa já possui algum tipo de sistema de identificação. Geralmente empresas de médio ou grande porte já utilizam esse sistema para identificar ou limitar o acesso de seus funcionários às suas premissas. Nestes casos, a extensão e integração desse método ao transporte faz sentido.

Um operador precisa investir em leitores para RFID – prestando bastante atenção ao tipo de etiquetas que são utilizadas, pois estas influenciam diretamente no tipo de leitor necessário.

Além disso, um tipo de integração entre software e sistema é necessário para associar os crachás dos passageiros aos seus direitos de embarque em transportes. Como dito anteriormente, esta não é a opção mais barata e só deveria ser considerada caso seja necessário por recomendação da empresa.

Na maioria dos casos, a utilização do QR Code é a forma mais barata e segura de se implementar um controle de embarque!

Facilite o retorno ao novo normal com Marketing Social!

O Marketing Social pode ser aplicado em operações de transporte!


Lentamente as empresas, escolas, supermercados e principalmente empresas de transporte vão sair de quarentena e começam retomar parte das atividades econômicas de anterior. Para isso todas as pessoas envolvidas precisam se adaptar ao conceito de novo normal: novas formas de se conviver em sociedade, ambientes de trabalho e transportes.

Como já descrevemos nos artigos anteriores, a boa aplicação de marketing social pode facilitar muito este processo de adaptação. As práticas de Marketing Social envolvem a compreensão do seu público e, a partir disto, a aplicação de medidas que ao longo do tempo influenciam mudanças de comportamento.

Características de uma campanha

Campanhas com base em marketing social atendem as seguintes seis características.

1. Melhoria pessoal e social

Esta é a principal diferença entre marketing social e o marketing comercial. O foco no marketing comercial é aumentar as suas vendas. No contexto de transporte, o marketing social pode ter como objetivo:

  • Reduzir uso do carro;
  • Reforçar o impacto positivo de deslocamentos de bicicleta e a pé: reduzir o impacto negativo na saúde e meio-ambiente;
  • Conscientizar um público sobre os impactos negativos que suas ações (estacionar seu carro, moto ou bicicleta em local irregular, por exemplo) podem causar nos moradores locais.

Consequentemente, o marketing social também pode trazer benefícios comerciais — apesar de não ser a sua principal intenção — como a venda de mais passagens no transporte público.

Exemplo: Bicicletas

A bicicleta é o exemplo mais comum de opção para um transporte mais sustentável

Vantagens pessoais da bicicleta:

  • Sentimento de liberdade;
  • Rápido e fácil de utilizar;
  • Bom para a saúde.

Vantagens sociais da bicicleta:

  • Ocupa menos espaço e não causa engarrafamento;
  • Bom para a saúde;
  • Não polui — melhor para o meio-ambiente.
2. Serviço focado no cliente

As ações são baseadas no estudo e compreensão das expectativas, valores, necessidades e desejos do cliente. Ou seja: não são baseadas nas suas expectativas do que o cliente precisa.

3. Princípio de câmbio

Em todas as escolhas que as pessoas fazem, há uma troca. Você tem que “pagar” alguma coisa para receber uma outra coisa de volta. Existe um custo: de conforto, facilidade ou praticidade, ao se deixar o carro em casa e pegar o ônibus para a cidade. Além disto, também existe um custo no sentido psicológico: por exemplo, o esforço que você tem que fazer para descobrir o horário dos serviços de ônibus.

Caso hajam vantagens suficientes, as pessoas estarão dispostas a pagar o preço. Por isso, é muito importante mostrar os custos e benefícios para cada pessoa.

4. Mix de marketing

A maioria das estratégias de marketing são baseados na utilização dos 4 P’s: Produto, Preço, Praça e Promoção. Tudo se resume a você oferecer:

  • O produto certo;
  • Na hora e no lugar certo;
  • No preço certo;
  • Do jeito certo (promoção).

De modo que você satisfaça as necessidades do seu cliente.

5. Não esqueça a competição

Qual comportamento compete com o comportamento que você quer promover? Normalmente os grandes concorrentes são carros, motos, ou vans, porém hoje em dia temos também aplicativos de transporte individual, táxis e dependendo do objetivo almejado, transportes públicos ou transporte por bicicleta. Por isso, é importante saber por que as pessoas gostam de utilizar o carro ou o meio de transporte alternativo, para que isso seja levado em conta. 

Os carros têm muitas propriedades benéficas e simplesmente não dá para convencer as pessoas de que o transporte público é geralmente melhor do que o carro. Mas se um determinado grupo de pessoas acha que a taxa de estacionamento é cara, você pode, por exemplo, formular uma campanha que enfatize que os transportes públicos não possuem taxas de estacionamento para atrair esse público.

6. Segmentação do público alvo

Alcançar um usuário de carro comum com uma mensagem geral faz pouco sentido, pois existem muitas diferenças na percepção da mobilidade para cada um, fora as diferenças de disponibilidade e qualidade das alternativas ao automóvel. Uma mensagem específica para um público-alvo focado será mais produtiva.

Além disso, se você se concentrar em um grupo geral, você pode gerar relutância por aqueles que não consideram outro modo de transporte. Para alguém que vive a 40 quilômetros do trabalho, provavelmente, não interessa uma ação para ir de bicicleta ao trabalho. Então, não tente alcançar esta pessoa — ao menos, não neste primeiro momento.

Aplicação em trânsito e transporte

Na definição e execução de políticas públicas pode-se utilizar o marketing social para:

O Centro de Marketing Social Nacional Britânico (NSMC) fornece, além de informações sobre marketing social, um banco de dados com estudos de caso sobre segurança viária e mobilidade sustentável. (Atenção: O material está disponível apenas em inglês)

Será que funciona?

Utilizado de maneira correta, uma campanha de marketing social pode ser mais eficaz que campanhas tradicionais. As pré-condições para o sucesso são:

  1. Compreensão clara das necessidades, desejos e as barreiras do público-alvo;
  2. Foco em um público alvo específico;
  3. Utilização de uma combinação de intervenções e medidas;
  4. Atender às necessidades do público-alvo e desenvolver uma oferta atraente;
  5. Aplicação de técnicas comprovadas para atrair a atenção.

Uma pesquisa conduzida para o Departamento de Trânsito do Canadá que culminou em um guia de planejamento de Marketing Social, chamado Changing Transportation Behaviours (KASSIRER & LAGARDE, 2010. Disponível apenas em inglês) fala sobre a eficácia do marketing social em influenciar o comportamento de viagem. Segundo o guia, campanhas no Canadá, nos Estados Unidos, Europa e Austrália mostraram uma diminuição no número de viagens de carro de 8% a 15% (5 por cento quilômetros de carro a menos). Podemos concluir que o marketing social aplicado de maneira correta, realmente funciona!

Quanto custa?

Para encontrar uma segmentação de público bem acertada é necessário elaborar uma pesquisa, e a forma ideal de se realizar pesquisas é pagando por empresas ou grupos especializados no assunto. No entanto, com vários canais de comunicação direta como aplicativos, grupos de Facebook, WhatsApp e públicos-alvo de intenção personalizada, existem mais oportunidades e maneiras mais fáceis de se entrar em contato com seus clientes para criar uma segmentação — ou tribo, como é chamado na área — e mais importante, alcançar esse público de forma fácil e barata. Por isso, é recomendado realizar experimentos de projetos focados em um grupo específico.

Antigamente custava muito dinheiro para alcançar um grande grupo de pessoas. Antes de tentar simplesmente abordar a todos os clientes, vale a pena fazer um pequeno investimento em um experimento para verificar se as suas hipóteses de fato funcionam. Geralmente vale a pena: quanto mais você sabe sobre as pessoas, quanto melhor você entendê-los, melhor você pode incentivar e acompanhar a mudança de comportamento deles. Por isso: Invista um pouco de recursos em pesquisa e validação de suas hipóteses e na apuração de método adequado para alcançar o seu objetivo.

Aplicação durante a pandemia

Ao longo desta série, você pôde perceber que as práticas de Marketing Social envolvem a compreensão do seu público e, partindo disto, a aplicação de medidas que ao longo do tempo influenciam mudanças de comportamento. Nós, da Buus, sugerimos que você aplique este conhecimento para ajudar seus colaboradores e clientes a se adaptarem ao conceito de novo normal — novas formas de se conviver em sociedade, ambientes de trabalho e transportes — que está surgindo nestes tempos de pandemia. Caso você precise de apoio profissional para planejar a adaptação do transporte da sua operação, entre em contato conosco!