Métodos de controle de acesso em 2020 – Qual é o melhor para minha empresa?

Conheça os métodos de controle de acesso existentes e qual se encaixa na sua empresa!

Porque há a necessidade de se controlar o acesso a um serviço de transporte? As justificativas possuem no mínimo dois grandes vieses:

  • Econômico – porque não é viável contratar um cobrador ou condutor para cada motorista;
  • Segurança – solicitar que um motorista faça esse controle em conjunto com o trabalho de direção pode colocar os passageiros em risco. Passar essa função para um passageiro é um processo que, além de diminuir a percepção de qualidade do serviço, é demorado e suscetível a erros.

Com tantas tecnologias disponíveis é preciso levar em conta as particularidades da sua empresa para fazer uma escolha coerente: Sua empresa é pequena, média ou grande? Qual é a área de atuação? Como funciona o seu serviço de transporte atualmente? 

Baseado em experiências com clientes pelo Brasil afora, a alternativa recomendada pelos especialistas da Buus é: Na maioria dos casos, utilizar o QR Code! Além da segurança, ele oferece o menor custo de instalação e manutenção de todos os métodos – além do seu tempo de implementação muito menor, pois hoje em dia a maioria dos aparelhos celulares vem com um leitor de QR Code embutido.

Neste artigo, você aprenderá como funciona o controle de acesso (também conhecido como controle de embarque), quais os métodos de controle de acesso existentes no mercado e qual deles se encaixa melhor no perfil da sua empresa!

Como funciona o controle de acesso?

A base dos sistemas de controle de embarque é similar: um dispositivo móvel – que pode ser tanto um equipamento dedicado a essa função quanto um smartphone, tablet ou notebook comum – é posicionado em algum lugar na entrada do veículo.

Quando um passageiro tenta realizar o seu embarque, esse dispositivo é usado para identificar o passageiro. Se o passageiro está cadastrado na base de dados e lhe é permitido usar o transporte, seu acesso é confirmado – caso contrário, seu acesso é negado.

A tecnologia empregada para realizar a identificação desses passageiros é o fator determinante para o custo de operação e implementação. As tecnologias de identificação mais difundidas no mercado são:

  1. Etiquetas RFID
  2. Biometria
  3. Códigos de Barra e QR Code

RFID

O pagamento por aproximação é a aplicação mais recente da tecnologia de RFID.

A tecnologia de identificação por radiofrequência é a mais usada entre as indústrias, mas existe uma variedade de tecnologias, etiquetas e leitores para RFID – cada uma adequada para diferentes tipos de aplicações.

Os sistemas de RFID funcionam basicamente com três componentes: uma etiqueta, um leitor e uma antena. As etiquetas contém um circuito integrado e uma antena, que transmitem as informações para o leitor.

A etiqueta também é protegida por um material que mantém a integridade das peças e as protege de diversas condições ambientais – o que determina o material usado geralmente é a finalidade do uso. Por exemplo: Os crachás (que são comuns em médias e grandes empresas) possuem a etiqueta entre as camadas de plástico.

As etiquetas são classificadas pelo alcance da frequência que usam para se comunicar e a maneira que se comunicam com o leitor (que pode ser ativa ou passiva). Etiquetas passivas são as usadas mais frequentemente, pois são menores e sua implementação é menos custosa. As etiquetas passivas precisam ser “carregadas” pelo leitor de RFID antes de transmitirem os dados. Etiquetas ativas possuem uma fonte de energia (uma bateria, por exemplo), que as permitem transmitir os dados a todo o momento. 

As etiquetas também são agrupadas em categorias baseadas no alcance das frequências – e quanto menor a frequência, menor o alcance e a taxa de leitura de dados:

  • Frequência baixa
  • Frequência alta
  • Frequência ultra-alta

Frequência baixa

Sistemas de baixa frequência operam entre 30~300 KHz e possuem alcance de até 10 cm. 

Enquanto eles possuem alcance e taxa de leitura mais lentos que as outras tecnologias, eles são mais eficientes quando em presença de metais ou líquidos (que podem interferir com outros tipos de transmissões RFID). Esses sistemas são usados em controle de embarque, comércio de gado e outras aplicações em que o alcance baixo de leitura é aceitável.

Frequência alta

Sistemas de alta frequência operam entre 3~30 MHz e possuem alcance entre 10 cm e 1 m. Aplicações comuns são: bilhetagem eletrônica, pagamentos e transferência de dados.

Frequência ultra-alta

Sistemas de frequência ultra-alta oferecem alcances de até 12 m, além de taxas de transferência melhores. Eles são mais sensíveis à interferência de metais, líquidos e sinais eletromagnéticos. As etiquetas desta frequência tem a produção muito mais barata, e por isso são utilizadas em rastreamentos de varejo, confecção farmacêutica e em outras aplicações que requerem grandes quantidades de etiquetas.

Custos com RFID

O custo da implementação do sistema vai depender do tipo que você escolher. Existem custos com equipamentos (como os leitores), a instalação, etiquetas, softwares e integrações. Empresas costumam pagar taxas de licenciamento para manutenção dos sistemas.

Biometria

Facial recognition
O reconhecimento facial já funciona em alguns países e, apesar das controvérsias, é tendência no mundo.

Antes matéria de ficção científica, a biometria é usada cada dia mais pelos empreendimentos para garantir segurança de acesso. Um sistema de acesso biométrico faz uma varredura de dados biológicos de seres humanos, portanto, é um dos métodos de autenticação mais seguros. Os processos biométricos mais difundidos são os de reconhecimento facial, impressão digital, varredura de íris e reconhecimento de voz.

Companhias aéreas já utilizam a tecnologia de reconhecimento facial no embarque, e novos testes com a tecnologia são feitos diariamente. A biometria não está limitada aos embarques aéreos. O Governo da Índia, por exemplo, lançou um programa para criar um número biometricamente identificável para cada cidadão, baseado em reconhecimento de íris e históricos de impressões digitais.

Cada método de identificação biométrica tem suas características e o próprio sistema tem algumas limitações como por exemplo condições de iluminação baixa ou a utilização em menores de idade. Com os avanços tecnológicos na captura de imagens, os sensores não precisam mais de câmeras e lentes dedicadas e robustas, portanto, o reconhecimento de íris poderá ser a moda do futuro.

Segurança demais?

A probabilidade de falsificação de entradas utilizando o sistema biométrico é praticamente nula: Ele detecta os que não possuem permissão dentre milhões. Apesar disso ser fantástico, este nível de segurança geralmente não é necessário para sua operação de transporte – além do método pesar bastante no bolso.

Assim como todos os sistemas, ele possui um custo de instalação e manutenção/reparo e você provavelmente pagará um custo alto para obter um nível de segurança desnecessário.

Além do custo, existe também o tempo para implementação: Diferente de vôos internacionais – onde utilizam os dados biométricos armazenados pelo governo quando você tirou o seu passaporte – em uma fábrica ou empresa será necessária uma fase de configuração: para se coletar e armazenar os dados de todos os funcionários antes da implementação.

QR Code e Código de Barras

Todo mundo conhece o código de barras: um código preto e branco de linhas paralelas que aparecem em todos os produtos dos supermercados. Mas os QR Codes estão a cada dia se tornando mais e mais conhecidos e utilizados!

Ambas as tecnologias armazenam informação sobre um item ou produto em um formato que pode ser lido facilmente por leitores, ou, hoje em dia, aparelhos celulares com apps para leituras destas informações.

Código de Barras

O código de barras é nada mais que uma série de linhas (ou barras) e espaços unidimensionais – variando em tamanho, espessura e entre as cores preto e branco. As aplicações mais conhecidas são como meio de pagamentos (boleto) e registro de compras no supermercado.

QR Code

Cada vez mais comum nos estabelecimentos, o QR Code é uma tecnologia rápida e acessível.

O QR Code – Quick Response Code, ou Código de Resposta Rápida – foi criado na indústria automotiva japonesa e é um código de barras bidimensional. O termo “QR Code” na verdade é uma marca registrada de um tipo específico dessa tecnologia, mas o uso do termo foi tão difundido que acabou se tornando de fato o nome da tecnologia!

Você os encontra em caixas de cereal, pôsteres, comerciais, exibições de museu (para entregar informações mais detalhadas sobres as peças em exposição) e até em cartões de visita.

Os dois são a mesma coisa?

Tanto o QR Code quanto o código de barras são etiquetas que armazenam informações sobre um item ou produto.

Diferente do código de barras padrão, o QR Code pode armazenar informações em duas direções – horizontal e vertical. Essa diferença cria um grande salto na quantidade de informações que o QR Code guarda (1.520 a 2.509 caracteres) em comparação com o código de barras (20 a 25 caracteres). Isso quer dizer que o QR Code pode conter variados tipos de informações, como por exemplo:

  • Endereços de E-mail
  • Nomes Completos
  • Detalhes de um produto
  • URLs de Páginas da Internet
  • Datas (como em um compromisso de agenda)
  • Mensagens SMS
  • Geolocalização
  • Texto simples

Outra vantagem do QR Code é que os seus leitores podem ser utilizados em qualquer direção, facilitando e ampliando as possibilidades de leitura.

Custo e Segurança do QR

Escaneamentos com QR Codes são rápidos e podem ser feitos com dispositivos dedicados e baratos como um celular – o que dá ao operador de ônibus uma solução de custo baixo para realizar um controle de embarque.

Outro benefício importante é que o tempo e custo de implantação podem ser quase zerados! Caso seus passageiros utilizem um app, por exemplo, para receber as informações do transporte (incluindo informações de rotas e horários) o app pode gerar um QR Code pessoal para cada passageiro – que precisa realizar um login no app para acessá-lo.

Então, o passageiro utiliza o seu app para mostrar o QR code que o permite embarcar no veículo – gerando economia com a distribuição digital dos códigos pelo app e evitando problemas com cartões físicos que precisam ser reimpressos quando perdidos ou danificados!

Qual método de controle de acesso é o melhor pra mim?

Você tem duas opções: Utilize QR Codes ou RFID como base para o controle de embarque, mas dê preferência ao QR Code!

O uso do QR code é seguro e os seus leitores são baratos ou até gratuitos (se considerar a utilização de um celular como leitor), mas o benefício mais importante para os operadores ou empresas que querem começar com o controle de embarque em seus transportes é que o custo de instalação e manutenção é o menor possível!

O uso de etiquetas RFID fica em segundo lugar. Este método deve ser considerado apenas se sua empresa já possui algum tipo de sistema de identificação. Geralmente empresas de médio ou grande porte já utilizam esse sistema para identificar ou limitar o acesso de seus funcionários às suas premissas. Nestes casos, a extensão e integração desse método ao transporte faz sentido.

Um operador precisa investir em leitores para RFID – prestando bastante atenção ao tipo de etiquetas que são utilizadas, pois estas influenciam diretamente no tipo de leitor necessário.

Além disso, um tipo de integração entre software e sistema é necessário para associar os crachás dos passageiros aos seus direitos de embarque em transportes. Como dito anteriormente, esta não é a opção mais barata e só deveria ser considerada caso seja necessário por recomendação da empresa.

Na maioria dos casos, a utilização do QR Code é a forma mais barata e segura de se implementar um controle de embarque!

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